Na última aula do curso, alguns grupos apresentaram ideias de como o Facebook, o Edmodo (que até então nunca tinha ouvido falar) e o Whatsapp podem ser usados como ferramentas para as aulas (de inglês, já que todos são professores de inglês lá). Confesso que nunca tinha pensando em passar atividades através desses recursos, criando grupos de alunos ou abrindo páginas para que eles tenham acesso à conteúdos relacionados às aulas.
Sempre pensei no Facebook e no Whatsapp no singular; eles não eram plural. Eram só Larissa, seus amigos, seus "likes/ dislikes", seu "share", suas conversas.
E não é que essas duas redes podem ser plural? Eu posso sim, ter o singular, mas posso também ser a professora/alunos, ou melhor, a professora+os alunos. É possível criar um grupo de alunos no whatsapp para tirar dúvidas, compartilhar conteúdo sobre as aulas e fazer atividades (do tipo, gravar um áudio em inglês e pedir para que continuem a história - como uma moça do curso sugeriu; ou, lançar perguntas para que os alunos respondam e criem uma nova pergunta a partir da resposta que deram). Assim também dá para usar o Facebook. Uma vez colocando essas ideias iniciais em prática, outras irão surgir e se eu compartilhar disso com outros professores podem dar sugestões para novos usos (ah, e os alunos também).
São ferramentas fáceis de serem usadas e é muito difícil encontrar um aluno que não tenha uma das duas.
Quanto ao Edmodo, não tentei usá-lo ainda. Pelo que pude perceber, ele é muito parecido com o Facebook, mas voltado à educação. Foi criado em Chicago por duas pessoas da área da educação que queriam aproximar a maneira como os estudantes vivem com as coisas que aprendiam na escola. A definição da própria rede, "Edmodo helps connect all learners with the people and resources they need to reach their full potential" . Por isso, seu uso fica restrito aos alunos e aos professores e parece ser bem interessante (além de ser todo em inglês).
Além de poder (re)conhecer algumas ferramentas virtuais, tenho feito leituras muito interessantes (nas postagens anteriores, citei algumas delas) que têm mostrado pra mim algo que eu já desconfiava: a tecnologia em sala de aula não é um beast with seven heads (just kidding! Rs); a tecnologia em sala de aula não é something very difficult; ela não é inimiga do professor, mas sim sua parceira. Além disso, apropriar-se do novo e estar aberto a ele devem ser as constantes tarefas do professor.
Já que tudo avança, por que a educação não pode avançar também?
Como aproximar a relação aluno+professor+professor+aluno, simplesmente ignorando a realidade de cada um? Ignorando o fato de que as gerações de agora não sabem o que é ter uma ficha para ligar no orelhão?
Termino com a seguinte reflexão: “[...] compreender é compreender-se, interpretar é interpretar-se. Isso é um risco, posto que exige expor-se diante de si mesmo” (professor Augusto João Crema Novaski)

