sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Trabalho Final

Apesar de estar sempre viajando em meus pensamentos, confesso que seja uma tarefa um tanto quanto difícil a de pensar e colocar em palavras coisas sobre a minha vida pessoal e profissional. Seguindo uma ordem nem um pouco aleatória, começo por revelar algumas coisas sobre "me, myself and I" e, depois, caminho para a minha trajetória, ainda que recente, como professora.
Fazendo um apanhado de todas as coisas das quais eu gosto, dou destaque a estas: famílias (brasileira e americana), afilhados (Miguel e Laura), amigos, viagens, música (canto e flauta), livros e comida. Todas as VIT (very important things) da minha lista norteiam muito os meus passos.
Como foi que gostando de todas essas coisas eu acabei por gostar da profissão de professora? Quando parei para pensar sobre isso, eu me lembrei das inúmeras vezes que brinquei de escolinha com meus amigos e familiares (desde ajudar uma senhora que mal sabia ler e escrever a ajudar a minha irmã durante as férias com o "reforço"), da enorme admiração por todos os professsores que eu tive, do prazer que eu sentia em estar no ambiente escolar e me engajar com as atividades que aconteciam dentro e fora da sala de aula e... Bom, com dezessete anos, recém formada no ensino médio, não tinha feito toda essa reflexão quando optei por Letras, Linguística e Direito na hora de prestar vestibular. Naquela época, eu sabia que gostava de português, de línguas estrangeiras e meus professores diziam que eu tinha um bom poder de persuasão. Por isso, escolhei esses três cursos e, ao ser aprovada pela Unesp de Assis, não hesitei em me mudar e fazer Letras (Português/Inglês). Sempre gostei de estudar e nunca tinha esquentado os meus miolos para pensar sobre o ofício em si, se "daria dinheiro"e etc, etc.
Antes de começar o curso sobre o uso de tecnologia e o ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira, parecia que as coisas ficavam fora de foco. Não entendia muito para onde ia e muito menos em qual lugar eu gostaria de chegar. Conforme as aulas foram acontecendo, fui me identificando com algumas coisas que os textos abordavam, com as conversas que tivemos em grupo e com as ideias e questionamentos trazidos pela Karina e pela professora Claudia. A partir daí, comecei a perceber que ensino porque gosto do ato de ajudar alguém, porque acho que posso fazer minha contribuição para que a vivência no nosso planeta seja mais positiva, porque acredito na minha responsabilidade social e na responsabilidade social que todos temos, direta ou indiretamente, em tudo o que acontece no mundo que habitamos.
Nos ano de 2015, mudei meu cenário. Até então, dava aulas particulares, já tinha trabalhado em escolas de idiomas, em escola particular. Em março, entrei numa escola pública. Tudo ficou upside down: minha rotina, meus pensamentos e meus sentimentos. Os meses foram se passando, fiquei mais adaptada ao novo desafio e, através do curso, puder ter mais consciência da minha carreira e, sem medo, posso dizer: Sim, eu gosto do que faço! Eu quero continuar nessa estrada. Sim, eu acredito no poder transforamador da educação. Sim, eu quero poder ajudar os meus alunos de periferia a terem acesso a um mundo diferente.
Ainda não coloquei em prática as ideias e ferramentas que aprendi durante as aulas, mas já mexi meus palitos para novas práticas para este ano letivo. Como posso usar a tecnologia como um meio para que os alunos e eu percebamos a importância de nossa responsabilidade social? Aceito sugestões...
Sei que a estrada que percorro como professora é longa, que há pedras no meio do caminho, mas há também muito coisa bonita para ser vista e vivenciada.
O que antes do curso tudo parecia um estranhamento, com vários aplicativos e e informações, ficou, ao seu final, como um encantamento,
Como música é muito importante para mim, encerro aquilo não tem um encerramento de fato com o seguinte trecho da canção "Aprendendo a jogar":
"Vivendo e aprendendo a jogar. Vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar"

Trabalho final

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Sobre o livro da Denise

Depois de vinte dias, resolvi tirar as teias de aranha do meu blog.

A postagem de hoje é sobre o livro "Ambientes Digitais - Reflexões Teóricas e Práticas" da Denise Bértoli Braga. Conheci esse livro no curso Tecnologias Digitais e Móveis e Ensino de Línguas Estrangeiras e, até agora, as minhas leituras foram sobre a breve reflexão da autora sobre a história da escrita (capítulo 1); sobre novos letramentos e tecnologia da informação e comunicação (capítulo 2); e o uso da tecnologia pelos professores (capítulo 3).
Durante a leitura, pensei muito sobre minha prática como aluna e como professora. Poxa,a vida sem Internet até o início do meu ensino fundamental e, mesmo com a Internet na época da faculdade, da minha restrição ao seu uso apenas com o meu computador em casa, no campus ou na biblioteca municipal.
Enquanto lia sobre como a Internet pode ajudar no desenvolvimento da aprendizado dos alunos, que não fica mais restrito à figura e intervenção do professor, comecei a ter ideias de como sensibilizar os meus alunos a desenvolverem conhecimentos, a conhecerem além do bairro que eles moram, através de um aparelho que eles não deixam de lado por nada: o celular (claro, com a Internet).
Por que meus alunos não podem ter acesso a um mundo diferente? Por que, para eles sempre é deixado o "menos"? Se a escola não for um lugar para proporcionar vivências diferentes das que eles têm em casa (violência, pobreza, dorgas), aonde poderão ter acesso a isso?
Alguns questionamentos... pensamentos... e... muita vontade de aprender... de ajudar... de cooperar...
Encerro a minha postagem de hoje com algumas frases do livro que me marcaram e que traduzem (ou, pelo menos, tentam) o que eu venho pensado sobre tecnologia e ensino:

"O aluno de hoje tem mais condições de participar de forma ativa no seu processo de aprendizagem. Isso tudo pode tornar o cotidiano escolar mais interessante e menos monótono tanto para os alunos quanto para os professores."(p, 46)

"Ensinar língua - materna ou estrangeira - é sempre refeltir sobre cultura e sociedade" (p.54)

"Talvez toda essa tecnologia, se usadoa de forma crítica, nos permita sermos melhor do que já somos e a entender melhor o que já vivems em nosso cotidiano social."(p. 55)

Como gosto de me expressar através de imagens, aqui vai...




domingo, 8 de novembro de 2015

Sobre a montagem de um plano de aula usando uma ferramenta tecnológica

Class plan - THANKSGIVING



Sobre o uso do "Autorap"

Durante uma das aulas do curso de tecnologias móveis, conheci um aplicativo que se chama Autorap. 




Você pode gravar a sua fala, escolher um rap e o aplicativo faz a montagem, criando uma música. Como gosto muito de música, achei esse recurso muito interessante. Foi super fácil fazer o download e o seu uso é bem simples. Fiz um teste com um grupo de alunos que fazem aulas extras de inglês na escola e foi bem divertido.
Feito o teste, comecei a pensar em alternativas, no "porquê" de se usar o Autorap, e eis que surgiu a seguinte atividade:
Primeiro, fazer uma pesquisa para saber que tipo de música os alunos de um determinado grupo gostam, saber se tocam instrumentos diferentes;depois, mostrar para várias músicas de estilos do mesmo estilo, mas em línguas diferentes e, depois, de estilos diferentes, mas em inglês. Em seguida, perguntar o que a música é capaz de fazer na vida de uma pessoa e falar sobre o respeito ao que seja diferente do seu ponto vista; assim que a discussão for feita, mostrar alguns vídeos de pessoas que mudaram positivamente de vida através da música e conversar sobre alguns projetos sociais que utilizam da música; por fim, pedir para que os alunos criem e gravem no Autorap mensagens sobre respeito ao que seja diferente, usando provérbios ou expressões idiomáticas em inglês relacionadas ao tema, e compartilhem no Facebook o rap criado e um comentário em inglês sobre um pessoa e/ou projeto discutido durante a aula.   





Sobre a conversa com a professora Claudia

A conversa com a professora Claudia me fez pensar e repensar em muitas coisas...

Primeiro: como eu me relaciono com as pessoas; como interajo com o mundo;
Segundo: como foram as minha vivências escolares como aluna e como professora;
Tercerio: como me posiciono aqui (em casa, na escola, no shopping, na farmácia, etc).

Pensar em práticas pedagógicas que quebrem com o autoritarismo, que sejam teorizadas, que rompam com o apego que temos ao controle de tudo e todos é bem desafiador. E sim, eu quero aceitar esse desafio. Aliás, fazia um tempo que buscava colocar em palavras aquilo que sinto com relação à educação e essa conversa, assim como as aulas do curso, têm me ajudado bastante.
Sim, o que acontece no mundo tem, direta ou indiretamente, a minha participação. Se entendo isso, percebo que todos temos uma responsabilidade social. E, por isso, as práticas pedagógicas sem um porquê, sem um propósito social ficam vazias.
Eu sinto que esse pensamentos rondavam as minhas reflexões, mas, agora, são muito mais claros.
De uma maneira não tão clara, sempre pensava no porquê de uma prática pedagógica, mas agora tenho feito esse exercício com muito mais consciência.
Não vou falar sobre um determinado assunto, só por falar; não vou usar o Instagram durante a aula porque eu acho que vai ser legal.
Um assunto vai ser discutido, uma ferramenta vai ser usada com um propósito definido, para que essas pequenas ações possam contribuir para que assumamos (nós, professores e alunos) a nossa responsabilidade social e pensamos e coloquemos em práticas ações que tentem melhorar o espaço que habitamos e a nossa interação com aqueles que convivemos, direta ou indiretamente.
Sim, acredito no poder transformador da educação; sim, sei do trabalho de formiguinha; sim, é o encantamento que tenho pela minha vida, pelo vida outro e pelo mundo que compartilhamos que me fazem ter a certeza de que fiz a escolha certa pela profissão que exerço.
O curso, as leituras e a conversa verbalizam os meus pensamentos e as algumas as ideias que eu tinha sobre a educação, o meu papel como educadora e a minha atuação no mundo.
Agora, mais do que antes, por mais negativas que sejam as visões sobre o ensino (mais alunos, professores, escola, administração pública), eu acredito que bons frutos possam ser gerados.

As coisas começam a ficar mais claras para mim. Mas ainda tenho muito para descobrir e conhecer.



Por mais confuso que possa ter parecido tudo o que escrevi neste port, ficam aqui o meu respeito por todas as opiniões sobre a educação e a minha coragem de expor a minha prórpia opinião.



Finalizo com os seguintes trechos do livro Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire:

"Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que o funda. Sendo fundamento do diálogo, o amor é, também, diálogo. Daí que seja essencialmente tarefa de sujeitos e que não possa verificar-se na relação de dominação." (1987, p.45).


“Nosso papel não é falar ao povo sobre nossa visão de mundo, ou tentar impô-la a ele, mas dialogar com ele sobre a sua e a nossa” (1987, p. 49)













sábado, 17 de outubro de 2015

Pinterest, Wikis e Storify

    Na última aula do curso de extensão, tive a oportunidade de conhecer três outras novas ferramentas: Pinterest (essa, na verdade, já conhecia, mas nunca tinha me aventurado muito por ela; pra ser sincera, o que mais uso é o Facebook), Wikispaces e Storify. De todas elas, a que mais gostei foi da última.
    O Storify, pra mim, pareceu ter uma ideia semelhante ao do blog. Você cria as suas postagens, ou melhor, cria as suas histórias, mas pode recheá-las com vídeos, fotos e outros conteúdos tirados da Internet, sem precisar sair da página, ou abrir uma nova página. O Storify permite que tudo isso aconteça em sua própria página, já que ele tem um espaço para pesquisa associado ao Google, ao Youtube, por exemplo.
    Como gostei mais do Storify, fiquei pensando que posso usá-lo em minha aula, criando histórias mais interessantes sobre temas para serem discutidos com os alunos, criando histórias para que eles possam dar sequência, ou, então, mostrando esse recurso pra que eles criem histórias sobre os assuntos discutidos em sala.
    Pelo que entendi, com Wikispace você pode montar uma espécie de sala de aula virtual e dá pra saber até quem está acessando a sua plataforma. Pra quem tem ideias de montar cursos online, parece ser bem interessante. Pensando em minha realidade de escola, ainda não sei como colocaria essa ferramenta em prática.
    O Pinterest traz material sobre diversos assuntos (de Halloween a Yoga; de Yoga a receitas de bolo; de receitas de bolo a o que você quiser, rs). Como já o conhecia através de uma amiga, não achei o seu uso complicado e o que mais chamou a minha atenção. The penny finally dropped! Eu posso usar o pinterest em minhas aulas. Ele pode ser minha fonte pesquisa e fonte de pesquisa para os alunos também.
    Como já comentei em posts anteriores, os textos que tenho lido para o curso têm me ajudado a ver a tecnologia com outros olhos: ela pode ser usada não só ao meu favor, pra preparar aulas, montar atividades; mas pode ser usada pelos alunos, pra que eles aprendam uma língua estrangeira. Nos textos, há exemplos sobre o uso positivo de blog com os alunos e do uso do celular em estudos do meio (onde os alunos puderam registrar as suas vivências e acessar informações sobre os lugares visitados e, quando voltaram para a sala de aula, a atividade conduzida pelos professores, com o material que eles coletaram através do celular, foi muito mais produtiva). Por isso, assim como é mencionado nos textos e nas aulas, as práticas do professor precisam sempre estar abertas ao novo, pois o novo pode trazer bons frutos. Ah, mas só o novo pode gerar resultados mais produtivos nas aulas? Pra mim, não. Penso que podemos aproveitar de tudo que está à nossa volta. Mas, que a tecnologia, ou mais especificamente o celular, não são inimigos number one, ah, isso não são mesmo.
    Pra concluir, nesta semana, como estou trabalhando o tempo verbal SIMPLE PAST com os meus alunos de oitavo ano, pedi pra que eles fizessem uma pesquisa sobre uma invenção que achavam importante e refletissem sobre o seu impacto em nossas vidas hoje. Adivinhem qual foi a invenção mais pesquisada? Tarannnn: CELULAR. Em segundo lugar, aplicativos (Twitter e Whatsapp). Em terceiro, leite condensado, moto, batom, salto alto, escola, lâmpada, piano, bateria, Habib's, Nike, Audi e Oakley.
    Se eu tivesse feito esse pesquisa na época que estava no oitavo ano (que na minha época era sétima série), os primeiros e segundos lugares teriam sido bem diferentes. Discman? Computador? Icq? Talvez... Rs
     Quer saber qual foi a minha grande descoberta (claro, nem tão grande assim... rs): "só sei que nada sei".

Até a próxima!



Será que ficaremos assim?



   

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

História do Marcos da Karina, que virou Marcos da Larissa

O Marcos da Karina:

  1. Mora perto de São Paulo, capital;
  2. É escriturário numa empresa de advocacia durante o dia e, à noite, dá aulas de Moral e Cívica em escola pública;
  3. Solteiro e com 40 anos;
  4. Tem telefone com fio; coa o café e o serve num bule; envia cartas; lê as machetes do jornal que fica sobre a mesa; vai até o banco para pagar as suas contas; assite aos filmes no seu vídeo cassete; usa mimeógrafo e máquina de datilografar; vai à agência de viagens para ver a proposta de roteiro para a sua lua de mel; vai de loja em loja fazer pesquisa de preço; e espera o final de semana chegar para colocar o papo em dia com os seus amigos.
O Marcos da Larissa:
  1. Ainda mora perto de São Paulo, capital;
  2. Ainda é escriturário numa empresa de advocacia durante o dia, mas, à noite, não dá mais aulas de Moral e Cívica. No período noturno, trabalha como professor eventual em escola pública;
  3. Solteiro e com 40 anos;
  4. Não tem telefone em casa, pois todos que precisam entrar em contato com ele têm o número do seu celular e, consequentemente, podem encontrá-lo no Whatsapp.
  5. Antes de sair para o trabalho, escolhe uma cápsula com um sabor diferente de café e o prepara em sua cafeteira. Enquanto bebe o seu café expressamente, visualiza as primeiras notícias do dia em seu Smartphone e aproveita para responder aos seus amigos as mensagens que lhe enviaram por Whatsapp durante a madrugada;
  6. Assim que chega ao seu trabalho, liga o seu notebook, acessa o seu e-mail e aproveita para pagar as contas do mês, pois não pode perder o seu horário de almoço para fazer serviços de banco;
  7. Na hora do almoço, entre uma mordida e uma clicada, verifica os preços da televisão 3D que quer comprar para assistir aos filmes e séries do Netflix e faz uma simulação da sua viagem de lua de mel através do site Decolar.com;
  8. No final de semana, se reúne com os seus amigos e cada um fica sentado à mesa com o seu Smartphone, trocando atualizações de status, check-ins, curtidas e compartilhamentos.
E o Marcos do Marcos? Como seria?