sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Sobre o livro da Denise

Depois de vinte dias, resolvi tirar as teias de aranha do meu blog.

A postagem de hoje é sobre o livro "Ambientes Digitais - Reflexões Teóricas e Práticas" da Denise Bértoli Braga. Conheci esse livro no curso Tecnologias Digitais e Móveis e Ensino de Línguas Estrangeiras e, até agora, as minhas leituras foram sobre a breve reflexão da autora sobre a história da escrita (capítulo 1); sobre novos letramentos e tecnologia da informação e comunicação (capítulo 2); e o uso da tecnologia pelos professores (capítulo 3).
Durante a leitura, pensei muito sobre minha prática como aluna e como professora. Poxa,a vida sem Internet até o início do meu ensino fundamental e, mesmo com a Internet na época da faculdade, da minha restrição ao seu uso apenas com o meu computador em casa, no campus ou na biblioteca municipal.
Enquanto lia sobre como a Internet pode ajudar no desenvolvimento da aprendizado dos alunos, que não fica mais restrito à figura e intervenção do professor, comecei a ter ideias de como sensibilizar os meus alunos a desenvolverem conhecimentos, a conhecerem além do bairro que eles moram, através de um aparelho que eles não deixam de lado por nada: o celular (claro, com a Internet).
Por que meus alunos não podem ter acesso a um mundo diferente? Por que, para eles sempre é deixado o "menos"? Se a escola não for um lugar para proporcionar vivências diferentes das que eles têm em casa (violência, pobreza, dorgas), aonde poderão ter acesso a isso?
Alguns questionamentos... pensamentos... e... muita vontade de aprender... de ajudar... de cooperar...
Encerro a minha postagem de hoje com algumas frases do livro que me marcaram e que traduzem (ou, pelo menos, tentam) o que eu venho pensado sobre tecnologia e ensino:

"O aluno de hoje tem mais condições de participar de forma ativa no seu processo de aprendizagem. Isso tudo pode tornar o cotidiano escolar mais interessante e menos monótono tanto para os alunos quanto para os professores."(p, 46)

"Ensinar língua - materna ou estrangeira - é sempre refeltir sobre cultura e sociedade" (p.54)

"Talvez toda essa tecnologia, se usadoa de forma crítica, nos permita sermos melhor do que já somos e a entender melhor o que já vivems em nosso cotidiano social."(p. 55)

Como gosto de me expressar através de imagens, aqui vai...




domingo, 8 de novembro de 2015

Sobre a montagem de um plano de aula usando uma ferramenta tecnológica

Class plan - THANKSGIVING



Sobre o uso do "Autorap"

Durante uma das aulas do curso de tecnologias móveis, conheci um aplicativo que se chama Autorap. 




Você pode gravar a sua fala, escolher um rap e o aplicativo faz a montagem, criando uma música. Como gosto muito de música, achei esse recurso muito interessante. Foi super fácil fazer o download e o seu uso é bem simples. Fiz um teste com um grupo de alunos que fazem aulas extras de inglês na escola e foi bem divertido.
Feito o teste, comecei a pensar em alternativas, no "porquê" de se usar o Autorap, e eis que surgiu a seguinte atividade:
Primeiro, fazer uma pesquisa para saber que tipo de música os alunos de um determinado grupo gostam, saber se tocam instrumentos diferentes;depois, mostrar para várias músicas de estilos do mesmo estilo, mas em línguas diferentes e, depois, de estilos diferentes, mas em inglês. Em seguida, perguntar o que a música é capaz de fazer na vida de uma pessoa e falar sobre o respeito ao que seja diferente do seu ponto vista; assim que a discussão for feita, mostrar alguns vídeos de pessoas que mudaram positivamente de vida através da música e conversar sobre alguns projetos sociais que utilizam da música; por fim, pedir para que os alunos criem e gravem no Autorap mensagens sobre respeito ao que seja diferente, usando provérbios ou expressões idiomáticas em inglês relacionadas ao tema, e compartilhem no Facebook o rap criado e um comentário em inglês sobre um pessoa e/ou projeto discutido durante a aula.   





Sobre a conversa com a professora Claudia

A conversa com a professora Claudia me fez pensar e repensar em muitas coisas...

Primeiro: como eu me relaciono com as pessoas; como interajo com o mundo;
Segundo: como foram as minha vivências escolares como aluna e como professora;
Tercerio: como me posiciono aqui (em casa, na escola, no shopping, na farmácia, etc).

Pensar em práticas pedagógicas que quebrem com o autoritarismo, que sejam teorizadas, que rompam com o apego que temos ao controle de tudo e todos é bem desafiador. E sim, eu quero aceitar esse desafio. Aliás, fazia um tempo que buscava colocar em palavras aquilo que sinto com relação à educação e essa conversa, assim como as aulas do curso, têm me ajudado bastante.
Sim, o que acontece no mundo tem, direta ou indiretamente, a minha participação. Se entendo isso, percebo que todos temos uma responsabilidade social. E, por isso, as práticas pedagógicas sem um porquê, sem um propósito social ficam vazias.
Eu sinto que esse pensamentos rondavam as minhas reflexões, mas, agora, são muito mais claros.
De uma maneira não tão clara, sempre pensava no porquê de uma prática pedagógica, mas agora tenho feito esse exercício com muito mais consciência.
Não vou falar sobre um determinado assunto, só por falar; não vou usar o Instagram durante a aula porque eu acho que vai ser legal.
Um assunto vai ser discutido, uma ferramenta vai ser usada com um propósito definido, para que essas pequenas ações possam contribuir para que assumamos (nós, professores e alunos) a nossa responsabilidade social e pensamos e coloquemos em práticas ações que tentem melhorar o espaço que habitamos e a nossa interação com aqueles que convivemos, direta ou indiretamente.
Sim, acredito no poder transformador da educação; sim, sei do trabalho de formiguinha; sim, é o encantamento que tenho pela minha vida, pelo vida outro e pelo mundo que compartilhamos que me fazem ter a certeza de que fiz a escolha certa pela profissão que exerço.
O curso, as leituras e a conversa verbalizam os meus pensamentos e as algumas as ideias que eu tinha sobre a educação, o meu papel como educadora e a minha atuação no mundo.
Agora, mais do que antes, por mais negativas que sejam as visões sobre o ensino (mais alunos, professores, escola, administração pública), eu acredito que bons frutos possam ser gerados.

As coisas começam a ficar mais claras para mim. Mas ainda tenho muito para descobrir e conhecer.



Por mais confuso que possa ter parecido tudo o que escrevi neste port, ficam aqui o meu respeito por todas as opiniões sobre a educação e a minha coragem de expor a minha prórpia opinião.



Finalizo com os seguintes trechos do livro Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire:

"Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que o funda. Sendo fundamento do diálogo, o amor é, também, diálogo. Daí que seja essencialmente tarefa de sujeitos e que não possa verificar-se na relação de dominação." (1987, p.45).


“Nosso papel não é falar ao povo sobre nossa visão de mundo, ou tentar impô-la a ele, mas dialogar com ele sobre a sua e a nossa” (1987, p. 49)