domingo, 8 de novembro de 2015

Sobre a conversa com a professora Claudia

A conversa com a professora Claudia me fez pensar e repensar em muitas coisas...

Primeiro: como eu me relaciono com as pessoas; como interajo com o mundo;
Segundo: como foram as minha vivências escolares como aluna e como professora;
Tercerio: como me posiciono aqui (em casa, na escola, no shopping, na farmácia, etc).

Pensar em práticas pedagógicas que quebrem com o autoritarismo, que sejam teorizadas, que rompam com o apego que temos ao controle de tudo e todos é bem desafiador. E sim, eu quero aceitar esse desafio. Aliás, fazia um tempo que buscava colocar em palavras aquilo que sinto com relação à educação e essa conversa, assim como as aulas do curso, têm me ajudado bastante.
Sim, o que acontece no mundo tem, direta ou indiretamente, a minha participação. Se entendo isso, percebo que todos temos uma responsabilidade social. E, por isso, as práticas pedagógicas sem um porquê, sem um propósito social ficam vazias.
Eu sinto que esse pensamentos rondavam as minhas reflexões, mas, agora, são muito mais claros.
De uma maneira não tão clara, sempre pensava no porquê de uma prática pedagógica, mas agora tenho feito esse exercício com muito mais consciência.
Não vou falar sobre um determinado assunto, só por falar; não vou usar o Instagram durante a aula porque eu acho que vai ser legal.
Um assunto vai ser discutido, uma ferramenta vai ser usada com um propósito definido, para que essas pequenas ações possam contribuir para que assumamos (nós, professores e alunos) a nossa responsabilidade social e pensamos e coloquemos em práticas ações que tentem melhorar o espaço que habitamos e a nossa interação com aqueles que convivemos, direta ou indiretamente.
Sim, acredito no poder transformador da educação; sim, sei do trabalho de formiguinha; sim, é o encantamento que tenho pela minha vida, pelo vida outro e pelo mundo que compartilhamos que me fazem ter a certeza de que fiz a escolha certa pela profissão que exerço.
O curso, as leituras e a conversa verbalizam os meus pensamentos e as algumas as ideias que eu tinha sobre a educação, o meu papel como educadora e a minha atuação no mundo.
Agora, mais do que antes, por mais negativas que sejam as visões sobre o ensino (mais alunos, professores, escola, administração pública), eu acredito que bons frutos possam ser gerados.

As coisas começam a ficar mais claras para mim. Mas ainda tenho muito para descobrir e conhecer.



Por mais confuso que possa ter parecido tudo o que escrevi neste port, ficam aqui o meu respeito por todas as opiniões sobre a educação e a minha coragem de expor a minha prórpia opinião.



Finalizo com os seguintes trechos do livro Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire:

"Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que o funda. Sendo fundamento do diálogo, o amor é, também, diálogo. Daí que seja essencialmente tarefa de sujeitos e que não possa verificar-se na relação de dominação." (1987, p.45).


“Nosso papel não é falar ao povo sobre nossa visão de mundo, ou tentar impô-la a ele, mas dialogar com ele sobre a sua e a nossa” (1987, p. 49)













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